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Diligência, virtude e fé

A vida exige sempre de nós muita bravura e grandes tomadas de decisões. Exige também tenacidade e versatilidade. Que Deus nos ajude a desenvolver os hábitos necessários que produzirão as virtudes capitais. Aquelas virtudes que nos escoltarão a uma vida mais produtiva.
Essas virtudes, já dizia Aristóteles, são caminhos para a boa produtividade. A virtude (areté) para Aristóteles nascia da vontade ética (do ethos) disposição de fazer o melhor. E por incrível que pareça o melhor para esse grego não estava no excesso, mas sim no equilíbrio. Todas as virturdes deveriam nos escoltar ao bom senso, ao equilíbrio. Nem valentia demais, nem covardia. Nem amor de mais, nem falta de amor . Nem dinheiro à vontade, gastando tudo, nem dinheiro escondido que não aparece pra nada... Enfim, esse era o caminho que Aristóteles apontava para seus discipulos.
A ética dos virtudes está em voga novamente, porque talvez ela de fato nunca tenha saído da "moda". Fazer a coisa certa exige esmero e dedicação. Não é com um dia que conseguimos sair de um modelo de vida para outro. Precisamos de tempo, esforço e perícia. Mas, mesmo assim, isso ainda não é suficiente para enfrentar certos dramas da existência. Para os infortúnios da vida, o imponderável, não existiria virtude como solução de problemas.
Nesse ponto me lembro de Abraão e Josué. Ambos foram chamados, vocacionados a serem uma bênção. Bênção para si e para os outros. Aquilo que eles precisariam de fazer, aquilo que estava em poder de suas mãos, Deus não iria fazer por eles. Mas o imprevisível estaria nas mãos de um Deus que jamais é pego de surpresa.
"Faça a sua parte e eu te ajudarei". Esse é um dos ditados populares mais desafiadores da vida!

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